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Motivação dos colaboradores: uma manutenção de benefício duplo!

A atuação do setor de Recursos Humanos e da gestão de pessoas não deve se resumir somente em ações de melhoria do desempenho, avaliação, organização de processos e planejamento de carreira. Para que uma boa gestão de pessoas ocorra, é preciso levar em consideração que a satisfação do colaborador também é benéfica para a empresa. Assim, mantê-los motivados e engajados com o desempenho de sua função pode trazer vantagens para ambas as partes. No texto de hoje vamos explorar um pouco mais sobre como a motivação dos colaboradores é proveitosa nesse sentido, destacando como incentivar os que estão ao seu redor bem como a si mesmo, e ainda trazendo como o Eneagrama é capaz de auxiliar nessa identificação motivacional.

Como fazer a gestão de pessoas com ajuda da neurociência?

Com os conhecimentos da neurociência, podemos trabalhar em cima de noções já trabalhadas em empresas e otimizá-las, como por exemplo a administração de colaboradores. Anteriormente em nosso blog demos 11 dicas de como melhorar a gestão em sua empresa, como compartilhar a trajetória pessoal e da empresa ajuda na construção de laços e a sensação de confiança entre as partes se fortalece, o que também é estimulado pelo espaço de conforto e expressão pessoal. Programas voltados para o funcionário também fortalecem essa conexão, como um incentivo ao cuidado pessoa através de práticas de vida saudáveis, uma vez que mostram o investimento da empresa na saúde do colaborador.

Motivação

A motivação é um conjunto de processos que dão ao comportamento uma intensidade e direção para que possamos desenvolver atividades individuais próprias. Podemos entendê-la biologicamente, como a necessidade do nosso corpo em manter determinados estados e equilíbrios fisiológicos, ou também motivados pela manutenção da nossa própria espécie, mas também podemos analisá-la como um construto das nossas interações sociais. E é esta última a qual geralmente nos referimos quando falamos em motivação. A motivação para um emprego, para uma vida saudável, para manter bons relacionamentos.

O que nos motiva?

Por mais que gostemos de tudo que façamos em todas as áreas de nossas vidas, não é a todo momento que ficamos animados em desempenhar as tarefas de cada uma. Ou seja, não é a todo momento que estamos motivados, temos o brilho nos olhos para isso. Mas mesmo assim arcamos com a responsabilidade de desempenhá-las, com um grau de comprometimento. E este também pode ser encarado como uma forma de motivação.

Entretanto, encontrar um propósito é necessário para que nem sempre nos arrastamos apenas pelo comprometimento. E nem sempre é uma tarefa fácil, uma vez que para nos mantermos no mundo nem sempre iremos desempenhar funções das quais gostamos. Assim, o trabalho precisa ser no mínimo estimulante, fornecendo oportunidades para o aprendizado, mas também fornecendo novas experiências, uma vez que somos motivados também pela curiosidade, além é claro de novas oportunidades. Destas, as que geram maior grau de desafio, e portanto, maior grau de aprendizado, são destacadas como os pontos mais motivadores.

Podemos pensar ainda que a maior motivação para um trabalho reside na remuneração do mesmo, mas uma pesquisa com mais de 130 mil funcionários revelou que o melhor lugar para trabalhar é onde se sentem satisfeitos com o trabalho que realizam. Um local no qual haja uma razão para trabalhar e sintam sua real importância no funcionamento da empresa. Além disso, desenvolver amizades no local de trabalho também aumentam a motivação e a felicidade de jovens no trabalho, fornecendo apoio para realizar as tarefas.

O que causa a falta de motivação ou desmotiva o colaborador?

Dentre os principais motivos que causam a falta de motivação no trabalho, destaca-se a falta de conexão com os demais funcionários e de empatia, sendo necessário tomar medidas para que essa situação resolva-se, promovendo assim um ambiente de bons relacionamentos.

Segundo a revista Exame, são três os principais fatores que causam a falta de motivação no ambiente organizacional. O primeiro deles, como podemos esperar, é a remuneração abaixo da expectativa desejada, uma vez que vê nesse contexto uma desvalorização do seu trabalho. O segundo motivo é o que a revista chama de “clima pesado”, caracterizado por um ambiente cheio de intrigas e desconforto profissional. O terceiro, e talvez um dos mais fáceis de serem prevenidos, é a falta de reconhecimento profissional, seja por uma remuneração baixa, falta de perspectiva profissional, estagnação de cargos ou até mesmo escassez de feedback sobre a performance.

Como sustentar a sua motivação?

Em matéria homônima na Forbes, dois tipos de motivação são citados: a extrínseca e a intrínseca. A primeira é aquela que nos move para evitar consequências indesejadas, enquanto a segunda é aquela que nos move para que tenhamos satisfação e que “nos puxa em direção a algo”. O jornal faz essa diferenciação para dizer ao seu leitor que é a motivação intrínseca que nos alinha com nossos objetivos, necessitando de autodisciplina e planejamento para obter sucesso.

Ainda, fornece dicas de como manter sua automotivação, passando pela definição de metas específicas pelo planejamento e partição em etapas, cultivando o reconhecimento de seus alcances e pedindo ajuda quando necessário, não nos isolando.

Como motivar seus colaboradores?

O planejamento de carreira é uma ótima estratégia de motivação dentro de uma empresa. Junto aos seus superiores, estruturar uma progressão de tarefas e cargos pode ser um dos maiores fatores motivadores para um colaborador, visto que trouxemos anteriormente que a falta de reconhecimento pode ser extremamente prejudicial. Investir no treinamento de seus funcionários traz benefícios tanto para a empresa, quanto para o colaborador. Incentivar o aprendizado contínuo, promover uma rotação de cargos e por conseguinte a troca de conhecimentos, reconhecer e valorizar o trabalho, planejar sucessão dentro da empresa e promover ações que foquem no bem-estar e equilíbrio com a vida profissional aumentam a satisfação com o trabalho, e por consequência, a motivação.

Segundo Susan Fowler, professora da Universidade de San Diego e autora de livros sobre motivação, revela que este processo deve ser interno, e por isso, a motivação vindo de outras pessoas não funciona. Assim, dentro de uma empresa, as motivações devem estimular fazer algo que ama pela causa em si, e não por uma recompensa externa, e não impor pressões e tensões.

Em outras matérias das revistas Exame e Forbes, algumas estratégias são apontadas para que os colaboradores sejam mantidos motivados. Ter as figuras de liderança agindo pelo exemplo e não pela pressão, esclarecer as expectativas, não temer conversas difíceis, investir nos funcionários por meio de capacitações e bem-estar, como citado anteriormente, definir metas para gerar melhores resultados, celebrar conquistas, fornecer feedbacks sobre a performance.

Personalidade e Motivação

A teoria de Higiene e Motivação desenvolvida por Herzberg enuncia que existem necessidades influenciadas pelo meio físico e psicológico do trabalho (chamadas aqui de necessidades higiênicas), englobando supervisão, relações interpessoais, condições físicas do trabalho, salário, políticas da empresa e práticas administrativas, benefícios e seguros, e também necessidades como realização, reconhecimento, trabalho e responsabilidade (chamadas de necessidades motivacionais). O trabalho de Furnham, Forde e Ferrari enuncia que alguns tipos de personalidade prezam mais alguns desses conjuntos de fatores do que outros.

Nossa personalidade é influenciada por sistemas motivacionais relacionados a recompensas e punições que dirigem o comportamento e de aproximação e evitação. Esses traços de personalidade movidos pela motivação individual se relacionam, por exemplo, com os estudos de personalidade bem estabelecidos, como o Big Five, MBTI e Eneagrama.

O que satisfaz cada um varia com a genética e com o ambiente

Estudos envolvendo diversos pares de gêmeos monozigóticos, ou seja, gêmeos idênticos que partilham quase a totalidade do DNA (salvo exceções de mutações), indicaram que aproximadamente 30% da variância observada na satisfação no trabalho se devia a fatores genéticos, mesmo quando características do trabalho como complexidade, habilidades necessárias e demandas físicas eram mantidas constantes, bem como apontando que existe uma herdabilidade quanto algumas das características do trabalho, de acordo com uma hipótese de disposição genética de procurar e se manter em ambientes similares.

Trabalhando com o Eneagrama na motivação dos colaboradores

O Eneagrama é uma ferramenta já conhecida em nosso Instituto por sua aplicação para os profissionais de gestão de pessoas e Recursos Humanos, uma vez que traz o autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Assim, é possível empregar seus conhecimentos em entrevistas para conhecer melhor os traços de personalidade dos candidatos e para formar as equipes e juntar profissionais que possam se ajudar equilibrando pontos fortes e fracos de cada um. Além disso, é possível ser aplicado para melhorar as interações de cada um, delegar e manejar tarefas, auxiliar em processos de seleção e muitas outras aplicações.

No texto do nosso blog que trouxemos antes, “A gestão de pessoas e o uso das competências emocionais”, destacamos o que move cada um dos eneatipos e qual a melhor forma de motivar os indivíduos de cada um deles.

A ferramenta permite ainda que os próprios gerentes e gestores possam tomar atitudes que melhorem o ambiente corporativo para que cada um dos colaboradores se sintam mais confortáveis, dispostos a colaborar, e portanto, aumentando seu rendimento. A felicidade no local de trabalho pode aumentar se trabalhando as noções de pertencimento, flexibilidade, inclusão e propósito, que se distribuem em 11 tópicos, como você pode ler no nosso texto “3 sinais de que seu trabalho não combina com sua personalidade”.

Ter um emprego que se adequa à sua personalidade é extremamente benéfico para o indivíduo e para empresa. Por isso, o Eneagrama é de grande valia nesse processo. Conheça o nosso curso de Eneagrama voltado para resultados organizacionais!

Recomendação de leitura:

DIEFENDORFF, J. M. et al. Work Motivation. Oxford Research Encyclopedia of Psychology, 22 nov. 2022.