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O futuro da liderança: autenticidade e inteligência adaptativa

A busca por uma liderança autêntica e inteligência adaptativa serão as marcas da liderança no novo mundo do trabalho.

Atualmente, os líderes estão sendo mais observados do que nunca. Na verdade, existem várias novas condutas sobre como se conectar com suas equipes virtualmente, no que é chamado de  ‘novo normal’. Uma simples ajeitada no óculos durante uma reunião virtual pode ser interpretada de várias maneiras por aqueles que estão assistindo e, portanto, até a linguagem corporal do líder está sob o microscópio como nunca esteve antes.

Quase diariamente, lê-se sobre líderes importantes que são expostos de uma ou outra forma pela mídia. Detalhes chocantes de suas vidas privadas, muitas vezes sórdidas ou corruptas, estão sendo divulgadas e revelando falhas de caráter que não correspondem às posições de liderança e responsabilidades que ocupam. Nós nos perguntamos como eles poderiam ter mantido tal duplicidade e como eles puderam pensar que tais comportamentos não lhes trariam consequências.

O que muitas vezes se chama de liderança não é nada disso. A liderança autêntica tem a ver com a ética do caráter. Você lidera a partir de quem você é e hoje a liderança foi confundida com o poder posicional. Só porque você ocupa uma posição de liderança, isso não o torna um líder. Na verdade, liderança é talvez um dos termos e conceitos mais abusados ​​no mundo de hoje. É um mundo no qual frequentemente a liderança é proclamada prematuramente e o crédito é dado onde o julgamento deve ser reservado. É um mundo que confunde liderança com celebridade.

Um líder autêntico é um líder influente

Para ter certeza que você é um líder autêntico, basta uma pergunta: alguém está te seguindo? Se ninguém está seguindo, não há liderança. Para ser um bom líder é preciso ser influente. Deixando de lado um debate mais profundo em torno do “bom” e do “ruim” ao entender a liderança como influência, a questão é que os líderes tanto têm seguidores enquanto exercem influência. Quando o melhor da liderança autêntica é praticado, evoca engajamento em vez de conformismo.

Tudo isso leva à liderança no ambiente corporativo. É importante considerar alguns dos aspectos importantes da liderança para o futuro, o que será necessário para liderar no “novo mundo do trabalho”. Um dos traços mais importantes para líderes no futuro será a Inteligência adaptativa.

Foi Darwin quem afirmou que aqueles que sobreviverão não serão os mais aptos ou os mais fortes. Pelo contrário, aqueles que sobreviverão serão aqueles que melhor se adaptarem às novas circunstâncias. Hoje, os líderes se encontram nesta posição em um mundo que muda constantemente, onde a mudança é imprevisível, não linear e complexa. Compreender a necessidade de inteligência adaptativa em nível pessoal e corporativo é essencial.

Mas o que exatamente é inteligência adaptativa?

Um estudo feito por Gunderson e Holling em 2002 identifica quatro características que compõem o DNA da inteligência adaptativa. São insights úteis quando se trata de compreender e aplicar inteligência adaptativa à liderança no ambiente corporativo.

Aprendendo a conviver com mudanças e incertezas.

Precisamos aceitar que o contexto em que vivemos e fazemos negócios é de constante mudança. A rigidez fixa e a incapacidade de abraçar a mudança e a incerteza militam contra o desenvolvimento da inteligência adaptativa. É claro que conviver com mudanças e incertezas não é fácil e uma maneira de lidar com isso é fazendo planos extravagantes quando se trata do futuro.

De certo modo, nossos planos muitas vezes nada mais são do que tentativas de controlar o incontrolável. Eles fornecem uma sensação de segurança que pode ser limitante quando o que realmente precisamos é a habilidade de segurar levemente e nos mover rapidamente. Os futuristas nos dizem que 80% do que o amanhã reserva é o que eles chamam de ‘novidades’: em outras palavras, o imprevisto, o imprevisível.

Os líderes inteligentes que reconhecem isso modelam e constroem times com habilidades para conviver com mudanças e incertezas dentro de suas organizações. Frequentemente, nos apegamos à certeza: organizamos programas e jornadas de aprendizagem e desenvolvimento; conferências, reuniões e sessões estratégicas, tentando prever o que o futuro nos reserva.

Cultivar a diversidade para a resiliência.

Existem várias vantagens que vêm com a diversidade, como a inovação, por exemplo. Mas um benefício que nem sempre é reconhecido é o da resiliência. Qual CEO não acredita que a resiliência organizacional é importante no clima atual?

É claro que liderar a diversidade pode ser desafiador às vezes. Requer uma mentalidade e um conjunto de habilidades diferentes do que funcionava no passado, e a diversidade que os líderes enfrentam hoje transcende as fronteiras pessoais, culturais, geracionais e estruturais.

No entanto, liderar com a diversidade em mente não é opcional nos dias de hoje e, portanto, aqueles que estão na liderança precisam desenvolver uma consciência e aceitação da diversidade que, em última análise, levará ao desenvolvimento da resiliência.

Combinar diferentes tipos de conhecimento para a aprendizagem.

É aqui que o fracasso coletivo de como fazemos o desenvolvimento/educação para a liderança é exposto. Ainda adotamos a experiência em sala de aula como o meio dominante de realizar tal aprendizado, com ênfase na disseminação de informações.

Precisamos ser ousados ​​em nossa disposição de tentar coisas diferentes e, independentemente de funcionarem ou não, haverá lições valiosas a serem aprendidas. Muitas vezes, um modelo de aprendizagem mais ousado e que tire os participantes da zona de conforto não é bem aceito pelos gestores da organização pelo receio de assustar os líderes.  E isso pode ser um problema: e se o que precisamos aprender exigir risco e certo desconforto? E se o que for importante aprender é que não temos domínio sobre alguns processos?

O cliente precisa confiar no educador no que diz respeito ao processo de aprendizagem. Quando o processo de educação (na verdade, normalmente é sempre um ‘programa’ em vez de um ‘processo’) é para ‘agradar o cliente’, então devem ser feitas perguntas sobre qual aprendizado real está ocorrendo.

Exercer uma liderança autêntica e adaptativa

Ser um líder autêntico consciente de que é necessário desenvolver a sua inteligência adaptativa exige que você esteja disposto e seja competente para penetrar no desconhecido e sair da sua zona de segurança.

“A maioria das pessoas prefere estabilidade ao caos, clareza à confusão e ordem ao conflito. Mas para praticar a liderança, você precisa aceitar que isto pode gerar um pouco de caos, confusão e conflito, para você e para os outros ao seu redor”, escreve Heifitz em seu livro “The Practice of Adaptive Leadership”.

Isso representa o extremo oposto do que muitas vezes é considerado ‘boa liderança’ e certamente esta declaração e o pensamento que representa exijam consideração séria por parte de quem está na liderança.

Diante de tudo isso, quais métodos ou abordagens funcionarão?

Perguntas dirigidas podem te ajudar a descobrir quais métodos e abordagens funcionariam melhor para você e sua organização. [MA2] Aqui estão algumas perguntas para levá-lo a reflexões mais profundas que resultarão em resultados práticos relevantes para o seu contexto particular de liderança:

  • Se liderar envolve risco, quais são os riscos que estão sendo envolvidos no ensino de liderança?
  • O novo insight pode ir além do despertar conceitual e realmente mudar o comportamento da liderança no nível das maneiras habituais de responder, especialmente em crises e sob estresse?
  • Se sim, quais são essas ‘novas percepções’?
  • Quem é o ‘eu’ que lidera?
  • Qual é a sua capacidade de conexão?
  • Qual foi o estímulo que você recebeu para permitir que uma mentoria importante acontecesse na sua vida?
  • Como é o ‘líder aprendiz’?
  • O que você precisa aprender, desaprender e reaprender quando se trata de liderar no novo mundo do trabalho?

Desconfie de abordagens padronizadas para o desenvolvimento de liderança. Esteja disposto a permitir um espaço aberto no processo de aprendizagem e procure criar curiosidade ao invés de certeza tanto no programa quanto no processo. Esteja disposto a falhar e não tenha medo de modelar e defender a necessidade de refletir. Preste atenção aos hábitos tanto quanto aos resultados e não sacrifique o longo prazo pelo curto prazo. Seja paciente, mas mantenha padrões elevados.

Dê oportunidade de participar e fazer perguntas: dos outros, da organização e, o mais importante, de você mesmo. Seja um aprendiz e sempre acredite que existe uma maneira melhor. Esteja apto a sempre enxergar o melhor dos outros e nunca deixe de acreditar que todos têm uma contribuição a dar (e que preferem dar essa contribuição a não fazer nada).

Isso representa um começo, mas obviamente não um fim. A busca por uma liderança autêntica e inteligência adaptativa serão as marcas da liderança no novo mundo do trabalho. Talvez tenha que ter sido assim desde sempre.

Fonte: tomorrowtodayglobal.com


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